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A tendinopatia do tendão rotuliano, também vulgarmente conhecida como “joelho do saltador”, é uma condição degenerativa que afeta o tendão que conecta a rótula à tíbia.
Caracteriza-se por dor na região anterior do joelho, especialmente no bordo inferior da rótula, frequentemente associada a atividades físicas que envolvem saltos e movimentos repetitivos.
Embora esta patologia seja historicamente referida como tendinite, sugerindo um processo inflamatório, estudos histopatológicos revelam que a tendinopatia do tendão rotuliano é predominantemente degenerativa. Imagiologicamente é possível observar em pacientes com esta patologia uma desorganização das fibras de colagénio, aumento da substância mucóide e ausência de células inflamatórias significativas.
A etiologia é multifatorial, podendo-se dever a fatores intrínsecos, como menor elasticidade do segmento proximal do tendão, e fatores extrínsecos, como a sobrecarga mecânica derivada de atividades físicas intensas e repetitivas.
Causas
Principais Sintomas:
Diagnóstico
O diagnóstico desta patologia é essencialmente clínico baseado numa correta interpretação do historial clínico do paciente e em testes específicos realizados durante o exame físico, podendo em alguns casos ser complementado por exames de imagem como a ecografia e a ressonância magnética, que auxiliam na avaliação da extensão da degeneração tendinosa.
Tratamento
No tratamento da tendinopatia do tendão rotuliano a fisioterapia desempenha um papel essencial para uma recuperação adequada, tendo por objetivos principais a redução da dor, recuperar a funcionalidade da articulação e prevenir recidivas. O processo de reabilitação deve ser dividido em fases progressivas, adaptadas à gravidade do grau de degeneração do tendão e à resposta do paciente ao tratamento.
Nesta etapa, o foco é minimizar a inflamação e a sobrecarga no tendão. As principais abordagens terapêuticas incluem: repouso relativo, redução ou modificação das atividades que causem dor, evitando impacto excessivo; crioterapia, aplicação de gelo na região do tendão por 15 a 20 minutos cerca de 2-3x ao dia com o objetivo de reduzir a dor e a inflamação; terapia manual, incluindo técnicas de libertação miofascial e mobilização articular de modo a melhorar a circulação e o aporte sanguíneo e reduzir a tensão na região do joelho; eletroterapia como a estimulação elétrica transcutânea (TENS) também apresenta bons resultados no que diz respeito ao alívio da dor e exercícios isométricos, como as contrações estáticas do quadricípite de modo a promover a ativação muscular sem sobrecarga excessiva do tendão.
À medida que a dor diminui, devemos iniciar um programa progressivo de fortalecimento muscular, priorizando:
Quando o paciente já não apresenta dor nas atividades de vida diária iniciamos a fase de reintegração ao desporto ou a atividades mais específicas. Nesta fase devemos dar ênfase a:
Conclusão
Esta patologia (tendinopatia do tendão rotuliano), embora comum, continua a ser uma área alvo de pesquisa e avaliação contínuas. O retorno às atividades desportivas ou de alto impacto só deve ocorrer quando o paciente estiver assintomático e com índices de força e resistências adequados. O acompanhamento contínuo com um Fisioterapeuta é essencial para monotorizar a progressão e garantir a reabilitação completa bem como reduzir ao máximo a possibilidade de recidivas. Esta informação é meramente ilucidativa e não se destina a substituir o concelho e a avaliação correta da parte de um profissional de saúde, pelo que se tiver algum destes sintomas acima referidos e suspeitar que tem tendinopatia do tendão rotuliano deve sempre procurar conselho de um médico especializado.
Da autoria do nosso fisioterapeuta João Cardoso
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